

Existem formas diferentes de olhar, sentir e desejar/repudiar a vida e o que nos rodeia. Ao criar este espaço estou, por um lado, a fazer chegar a todos filmes pouco conhecidos e por outro, a desafiar qualquer um a sentir algo que talvez nunca tenha sentido antes. Deixo a porta aberta para um debate de opiniões, por mais devassas que elas sejam e, um convite a experimentarem "filmes que ninguém vê".



"Água" (2005), da indiana Deepa Mehta é o último filme da trilogia Elementos, a que pertencem também "Fogo" (1996), e "Terra" (1998).

A cor dos filmes de Akira Kurosawa transmitiram-me sensações inesquecíveis. Pode parecer uma mera curiosidade, mas o facto de os filmes serem previamente desenhados em papel pelo realizador, não é puro acaso. Lembro-me de "obrigar" os meus pais e o meu irmão a ir ao cinema mundial ver o "RAN" (1985). Claro que aproveitaram as quase três horas de filme para dormir, enquanto eu me rendi às lutas de cores.
O primeiro filme dos Irmãos Coen, "Sangue por Sangue" (1984), foi, para mim, genial. Perfeito enredo filme Noir: marido-mulher-amante envolvidos em esquemas intensos, quase desprovido de luz (eu até tinha ideia do filme ser a preto e branco).
E quem se esquece da nudez explícita de Valérie Kaprisky no filme do polaco Andrzej Zulawski, "A Mulher Pública" (1984)?
Enfim, poderia estar aqui a escrever páginas e páginas sobre pormenores que nunca me abandonaram em filmes que outrora vi. São esses pequenos-grandes nadas que os tornam especiais, autênticas tatuagens.


Passados estes anos, estou a tentar arranjar o remake que Michael Haneke fez do mesmo filme, para podermos ver em família, se a Joaninha ainda suportar...


Fumador me confesso. Dois maços por dia. Eu sei que é demais e não deveria sequer fumar mas, existem momentos na história da minha vida que, sem um cigarro, não eram a mesma coisa. Muitos dos que fumamos não nos sabem a nada e mesmo alguns não sabem bem. Porque o fazemos? Aí entra o chamado vício. Vício esse que não me deixa sequer acabar este texto sem antes fumar uma grande cigarrada. Mas há mais, pego no telefone acendo um cigarro. Entro no carro... mais um cigarro. Um copo de whisky, um cigarro. Um café... sem cigarro?"Obrigado por fumar" pode classificar-se como comédia/drama visto que nos leva, a brincar, ao mundo do tabagismo e das suas consequências. Carregado de estrelas, este filme realizado por Jason Reitman em 2005, o mesmo que viria a realizar "Juno" dois anos mais tarde tem para mim uma frase que descreve bem as pessoas que vencem no mundo dos negócios. Quando o filho lhe pergunta porque é que o pai faz o que faz, ele responde-lhe que só o faz para pagar as contas. E como o faz é simples, a pessoa tem sempre razão basta que argumente melhor que o outro.